Projeto Quixote na BIG – I Bienal Internacional de Graffiti de BH: dia 02/09

O EVENTO: I Bienal Internacional de Graffiti de Belo Horizonte

A BIG acontece de 30 de agosto a 7 de setembro de 2008, na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, e reunirá a ampla, inquieta e criativa comunidade de artistas, educadores, ativistas sociais e pensadores que criam, articulam e elaboram a produção do graffiti no Brasil e no mundo.

A programação consta de exposições, intervenções, ateliês abertos e seminários. O espaço estará aberto de 9 às 24 horas, com entrada franca.

No seminário “Criatividade, graffiti e cidadania”, Roberto Carlos Madalena dividirá a mesa com o antropólogo José Márcio Barros, coordenador do Observatório da Diversidade Cultural da PUC-Minas, e José Marcius, do Projeto Guernica, de Belo Horizonte.

1a. Bienal Internacional de Graffiti de BH www.bigbh.com.br
Data e horário: 30 de agosto a 7 de setembro de 2008, de 9 às 24hs. Entrada franca.
Local: Serraria Souza Pinto ? Av. Assis Chateaubriand, 809, Floresta

O LIVRO:
Por trás dos muros ? Horizontes sociais do graffiti

Por trás dos muros ? Horizontes sociais do graffiti apresenta ao leitor, profissional da área ou não, um registro multifacetado do trabalho do Projeto Quixote, tendo como ferramenta o graffiti junto a crianças e jovens de São Paulo, feito a partir de entrevistas produzidas pela jornalista Kátia Menezes.

O livro aborda o graffiti enquanto ferramenta de transformação social, marca do Projeto Quixote ? OSCIP ligada à Universidade Federal de São Paulo que atua desde 1996 com a missão de transformar a história de crianças, jovens e famílias em complexas situações de risco através do atendimento clínico, pedagógico e social integrados.

Organização e entrevistas

Organizado por Graziela Bedoian, coordenadora da Área de Ensino e Pesquisa do Projeto Quixote e da Agência Quixote Spray Arte, e Kátia Menezes, o livro é dividido em três capítulos ? “Identidade Cultural”, “Graffiti Social: Projeto Quixote” e “Graffiti: Viver disso?”.

Essa estrutura busca dar conta da entrada do graffiti na vida de crianças e jovens até a experiência da geração de renda, passando pelo graffiti como elemento que proporciona o fortalecimento da identidade e da afirmação do sujeito no espaço social.

Com prefácio em forma poética do artista plástico Aguilar e do coordenador-geral do projeto, o psiquiatra Auro Lescher, o livro traz também um posfácio escrito por Viviane Naigeborin, consultora de estratégia e projetos para organizações da sociedade civil, entre elas Artemísia International e Museu da Pessoa.

Roberto Carlos Madalena, coordenador do Programa de Educação para o Mundo do Trabalho, e Zilda Rodrigues Ferré, coordenadora do Núcleo Pedagógico do Projeto Quixote, complementaram as entrevistas feitas com a equipe do projeto.

A voz dos grafiteiros está presente com Ota (Otavio Fabro Boemer), artista plástico, professor de Educação Artística, grafiteiro e educador do Projeto Quixote; Past (Bruno Pastore), estudante de Arte Design e grafiteiro há quatro anos, aprendiz e auxiliar na Agência Quixote Spray Arte; Cuba (Marcelo Masaharu Nagatha) e Wolpy (Fábio Luiz Pereira Nascimento), grafiteiros que foram aprendizes e auxiliares da Agência.

O olhar externo ao projeto foi proporcionado pelas entrevistas com o cineasta Jon Reiss, eleito pela revista Variety como um dos “10 diretores digitais a observar”, presente na 31º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com o documentário “Bomb It”, sobre a explosão da cultura do graffiti no mundo. E a urbanista Raquel Rolnik, consultora em política urbana e habitacional, ex-diretora de Planejamento da cidade de São Paulo e ex-secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério de Arquitetura e Urbanismo (2003-2007).

Os criadores do Clube de Estilo, Fernando e Fábio Cunha, também contribuem com seus depoimentos sobre a experiência de trabalho com a Agência Quixote Spray Arte. Além disso, a equipe do Clube de Estilo contribuiu cedendo seu espaço para o lançamento do livro, no dia 10 de abril de 2008.

Dispostos em forma fragmentária, os trechos de entrevista selecionados formam uma espécie de diálogo sobre o graffiti, suas relações com os grafiteiros, com a cidade e com a transformação social.

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